22 de setembro - 2021

Setembro Amarelo: 3 formas cuidadosas de abordar este tema na educação infantil!

Falar sobre saúde mental é, ainda hoje, um tabu na sociedade. Em casa, nos ambientes de trabalho e nas escolas, a realidade é que as pessoas sentem muito receio ou não se sentem autorizadas a falar sobre seus sentimentos. Esses bloqueios sociais acabam gerando índices de suicídio e transtornos mentais, como depressão e ansiedade.

Neste artigo, você vai entender a importância da campanha Setembro Amarelo e como falar, de forma cuidadosa, sobre saúde mental na educação infantil. Mas antes, é importante entender como surgiu esta campanha e quais são os principais objetivos dela. A campanha Setembro Amarelo, criada em 2014 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), busca prevenir o suicídio por meio de ações conscientizadoras, realizadas em parceria com o Conselho Federal de Medicina e a Associação Brasileira de Psiquiatria.

A escola tem papel fundamental nessa conscientização, afinal, no Brasil a faixa etária mais alarmante é a de jovens e adolescentes de 15 a 25 anos. Falar sobre saúde mental desde a educação infantil é um passo muito importante para mudar essa realidade.

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O que pode levar uma criança ao sofrimento emocional?

A vida adulta, tão corrida e cheia de desafios, nos faz esquecer que os problemas da criança também importam. Aprender a viver em sociedade não é nada fácil e, na escola, ainda na educação infantil, as crianças estão aprendendo constantemente a lidar com suas próprias emoções e com as emoções dos outros. 

A campanha Setembro Amarelo na escola é necessária para lidar com questões relacionadas a:

  • Bullying e Cyberbullying;
  • Preconceitos de diversos tipos;
  • Relações familiares complicadas;
  • Separação e alienação parental.

Como identificar sintomas de alerta nas crianças?

Entrevistamos a Psicóloga e Terapeuta de Família, da Associação de Terapeutas de Família do Rio de Janeiro, Vera Risi. De acordo com a Psicóloga, é fundamental que possamos divulgar este alerta a respeito da saúde mental aos familiares, para que eles possam identificar os sintomas precocemente. 

Dentre diversos sintomas, uma criança com dificuldades emocionais:

  • Tende a ficar mais retraída;
  • Se afasta dos demais membros da família e amigos;
  • Não participa mais das atividades sociais;
  • Pode ter uma mudança significativa no peso corporal.

Por isso, é importante abordar este tema na escola com os alunos e, principalmente, com os pais. A partir daí, instruir toda a comunidade escolar a respeito de como lidar com crianças em situação de sofrimento emocional. A abordagem correta abre espaço para que haja uma sugestão de busca de ajuda. 

“O profissional vai ser aquela pessoa que vai dar uma ajuda medicamentosa, quando for preciso, ou uma ajuda na sensibilidade da escuta. É fundamental que o profissional tenha essa escuta e agregue a família nessa ajuda, sensibilizando a família de que aquele membro está passando por um momento de sofrimento.” afirma Vera Risi.

Leia também: Educação socioemocional: como lidar com crianças ansiosas!

Setembro Amarelo na escola: Saiba como abordar este tema!

Falar sobre saúde mental e tudo o que envolve este tema exige cautela e muita habilidade. Por isso, busque estratégias assertivas para conduzir essa conversa da melhor forma possível. Além disso, é importante que o professor use a ludicidade para tratar questões tão duras com a criança. Dessa forma, a conscientização ocorrerá sem gerar impactos negativos. 

Confira 3 formas sensíveis de apresentar a campanha Setembro Amarelo e abordar questões sobre saúde mental na educação infantil!

1- Nomeando sentimentos

Para falar sobre saúde mental na educação infantil, é importante explicar os sentimentos para as crianças. Elas estão em fase de descoberta, por isso, é papel do professor apresentar de forma lúdica cada sentimento, dando nomes e dicas para lidar com cada um. A educação socioemocional deve ser levada a sério na escola, pois ela pode evitar diversos transtornos futuros. 

O professor pode:

  • Explicar situações em que cada sentimento mais ocorre;
  • Validar cada um, mostrando que não existe sentimento ruim ou bom;
  • Explicando a importância das emoções biologicamente;
  • Oferecendo ações práticas para que a criança saiba lidar com os sentimentos.

E para tornar a aula ainda mais humana, conte aos alunos seus medos, angústias, alegrias e tristezas também. Compartilhar vivências pessoais ajuda a tornar o papo mais próximo da realidade e promover mais confiança na criança. Além disso, aposte em animações e recursos audiovisuais para conscientizar. O filme infantil “Divertida Mente” é uma ótima opção!

2- Estimulando a comunicação escrita

A linguagem escrita deve ser trabalhada continuamente na educação infantil. Muitas vezes a criança se sente mais à vontade para falar sobre algumas questões escrevendo. O hábito de escrever em diários ajuda a criança a elaborar seus próprios sentimentos, desenvolvendo habilidades socioemocionais muito ricas.  

Por isso, crie atividades de escrita com temas relacionados à: 

  • Saúde;
  • Bem estar;
  • Sentimentos;
  • Relações interpessoais, etc.

3- Construindo cartilhas interativas sobre Setembro Amarelo

Mais do que falar sobre o tema, é importante saber como apresentar o tema de forma interessante e descomplicada. A criança precisa entender o conteúdo efetivamente. Para isso, o professor pode montar cartilhas interativas, usando gamificação e elementos visuais atrativos para a criança. 

Além de muita informação relevante e propostas de ação, essas cartilhas podem conter:

  • Trilhas a percorrer com pontuação referente a cada ação de autocuidado realizada pela criança leitora;
  • Elementos 3D na folha de papel, para que a criança tenha experiências sensoriais enquanto aprende;
  • QR Code conduzindo a leitura para vídeos explicativos sobre o tema no YouTube.

Gostou das dicas? Conte aqui nos comentários qual delas você vai implementar na sua escola!

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