26 de maio - 2021

Como realizar o projeto pedagógico SuperAutor com alunos de educação especial

A educação especial deve ser prioridade em qualquer instituição de ensino. Cada aluno conta com uma realidade diferente, dificuldades de aprendizagem diferentes e contextos sociais que influenciam o processo de ensino. Por isso, para trabalhar a educação especial, a escola precisa capacitar a equipe pedagógica, criar planos de avaliação diferenciados, oferecer suporte e materiais especiais, adaptar planos de aula e estabelecer uma forte conexão com as famílias dos alunos.

Mas sabemos que a realidade da educação especial no Brasil ainda está longe do esperado. De acordo com o Censo Escolar de 2018, só 31% das escolas (públicas e privadas) possuíam uma estrutura acessível e inclusiva. Ou seja, existe um grande desafio a ser enfrentado para promover uma educação especial adequada para alunos com:

  • Deficiência intelectual;
  • Transtorno do Espectro Autista (TEA);
  • Dislexia, Discalculia ou Disgrafia;
  • Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Leia também: Saiba como trabalhar a educação especial no modelo de ensino híbrido.

Ferramentas de ensino que promovem a educação especial

Uma boa forma de promover educação especial na escola é apostar em projetos pedagógicos adaptáveis. O SuperAutor é um projeto pedagógico voltado para para o processo de letramento e alfabetização. Ele é uma ótima ferramenta para a escola, afinal, ele promove literacia familiar, interesse pela leitura e escrita,  a criatividade e também protagonismo para os alunos.

Com o auxílio dos pais e professores, cada aluno escreve e ilustra o seu próprio livro. Super legal, né? Além disso, a escola não paga nada pelo projeto e ele pode ser realizado nos modelos de ensino híbrido, remoto e presencial.

Leia também: 10 tópicos da BNCC que podem ser aplicados com o projeto SuperAutor!

Projeto SuperAutor: Como realizá-lo na educação especial?

A professora Luana Mayara Diniz,  Pedagoga e Neuropsicopedagoga, proprietária do Centro de Apoio Pedagógico (CAPEDUCAÇÃO), adaptou o Projeto SuperAutor às necessidades especiais de seus alunos. Ela conseguiu trabalhar o projeto de diversas formas, uma mais apaixonante que a outra.

“Ano passado (2020) foi o primeiro ano que participamos do Projeto SuperAutor. Tivemos alunos de vários segmentos, que iam da Educação Infantil ao EJA e fizemos um trabalho lindo com três alunos muito especiais para nós.” Afirmou Luana.

Separamos 4 dicas da Professora Luana Mayara que vão te ajudar a realizar o projeto SuperAutor com alunos de educação especial.

1- Descubra os gostos pessoais do aluno de educação especial

Conhecer seus alunos e entender quais são seus gostos pessoais é fundamental. Na educação infantil de forma geral, os alunos precisam desses ganchos para desenvolver sua aprendizagem de forma mais engajada. Converse com os alunos, faça perguntas aos pais e busque entender o que mais engaja a criança.

“Eu tinha um aluno que adorava fazer bonequinhos de alumínio. Como eu sabia que ele amava, eu sugeri que ele fizesse os desenhos na folha e colasse os bonequinhos de alumínio. Ele amou e o livro ficou lindo!”_ Luana.

Veja o resultado do projeto feito com colagens de alumínio!

2- Comece pelos desenhos e evolua para as histórias

“O Victor Emanuel que é autista grau leve já possui uma aptidão grande para o desenho e sua imaginação e criação são incríveis. Por isso, apenas estimulamos ele com indagações sobre o que ele gostaria de falar e começamos a execução do projeto pelo desenho, que é o que ele mais ama fazer.”_ Professora Luana. 

Esta técnica é ótima, afinal, o interesse do aluno é despertado para que o pontapé inicial na realização do livro seja dado. Com os desenhos criados, os alunos terão mais facilidade para desenvolver as histórias e imaginar a partir das cenas criadas. 

3- Crie perguntas chave para ajudar o aluno na hora de criar 

É muito importante direcionar a criança e acompanhar de perto o desenvolvimento do projeto quando se trata de educação especial. Os alunos muitas vezes não sabem por onde começar, se distraem com facilidade e tem dificuldades para se concentrar nas atividades. 

“O Lucas Raposo tem deficiência intelectual e buscamos estimular o aluno com indagações e, o desenho sempre é a primeira opção na execução do projeto.”_ Luana.

Além de criar perguntas chave para ajudar o aluno a desenvolver a história, você pode apostar em modelos de histórias para que seus alunos possam desenvolver seus livros com mais facilidade. Clique aqui para ter acesso aos nossos modelos de histórias!

4- Aposte em autobiografias com a ajuda dos pais

“O João Guilherme, autista grau leve, fez a história da vida dele, desde o nascimento até o diagnóstico de TEA e o convívio familiar e educacional. O Ravi que é cadeirante e tem deficiência intelectual e motora, fez também um livro de memórias falando de toda a sua trajetória de vida e superação.”_ Professora Luana.

Assim como acontece com os demais alunos que participam do projeto, os pais contribuem muito na criação e desenvolvimento do livro dos filhos. Nestes casos, os pais podem ajudar ainda mais, relembrando a história da criança e ajudando a contar ao mundo quem ela é. 

E aí, que tal desenvolver o projeto SuperAutor na educação especial da sua escola? 

Comentários

  1. Participar deste projeto INCRÍVEL da SuperAutor é simplesmente fantástico. Nossos alunos amam participar e já ficam guardando ansiosos para começar a realização dos livros. Contribui na formação leitora, desenvolve a criatividade e a escrita. ESTE PROJETO É MARAVILHOSO!

    1. Luana, a equipe SuperAutor agradece demais! Nosso projeto só é incrível porque conta com profissionais de educação e Super Professoras como você! Vamos continuar juntos transformando crianças em autores de suas próprias histórias!

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